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e-ISSN: 2183-4008 | ISSN: 2183-8720

    O ESPREITAR DO MORRER
    A pintura do pensamento da morte

    Volume 8, Issue 2 (2018), páginas 13 a 20
    DOI: https://doi.org/10.23882/OM08-2-2018-B

    Maria do Rosário Dias
    Instituto Universitário Egas Moniz (Portugal)
    mariadorosario.dias@gmail.com

    Kateryna Rudysh
    EM-CIMPS - Centro de Investigação Interdisciplinar Egas Moniz (Portugal)
    katerynarudysh@gmail.com

    Letícia Naben
    EM-CIMPS - Centro de Investigação Interdisciplinar Egas Moniz (Portugal)
    le_garcia97@live.com.pt


    Ana Lúcia Monteiro
    EM-CIMPS - Centro de Investigação Interdisciplinar Egas Moniz (Portugal)
    ana.lucia.1998@sapo.pt

    Resumo
    O presente artigo pretende relevar as primordiais características associadas à vivência da morte, do luto e da perda ao longo do ciclo vital. A idade, a cultura e a vivência pessoal de cada indivíduo in-fluenciam a visão de Ser Humano. As crianças, psicologicamente ainda imaturas, incapazes de interiorizar o conceito de morte e as suas implicações não têm, por vezes, capacidade de realizar o processo de luto na sua plenitude. Os adolescentes, vítimas de um otimismo irrealista, característico desta fase, desafiam a mor-te através de comportamentos de risco colocando a vida em redomas de perigosidade. Na Adultícia, a morte é compreendida em plenitude sendo caraterizada pela tristeza, frustração e ira. Por outro lado, os idosos são aqueles que parecem ter uma maior consciência da efemeridade da vida e quando enlutados tendem a fazer uma introspeção da vida e a refugiar-se na sua família.

    Palabras clave: Morrer, desenvolvimento do ciclo vital, morte, luto, perda.

    A PEEK AT DYING
    A painting of the thought of death


    Abstract
    The present article intends to highlight the primordial characteristics associated to the experience of death, mourning and loss throughout the life cycle. The age, culture and personal experience of each individual influences the vision of Being Human. Children, psychologically still immature, unable to inter-nalize the concept of death and its implications do not sometimes have the capacity to perform the grie-ving process in its fullness. Adolescents, victims of an unrealistic optimism, characteristic of this phase, defy death through risky behaviors, putting life in danger. In Adultery, death is fully understood and cha-racterized by sadness, frustration, and anger. On the other hand, the elderly seems to have a greater aware-ness of the ephemerality of life and when mourners tend to make an introspection of life and take refuge in their family.

    Keywords: Dying, development of the life cycle, death, mourning, loss.

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